Oia a criatura fazendo bicão...

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Memorias Amorfas

Um cheiro adocicado no ar
Um gosto agridoce em minha boca
Ao relembrar as memorias de tanto tempo
Ao ver um amigo que não esqueci

E é assim que o tempo mostra
Que pessoas mudam tão rapido
Tudo tão diferente
Inverção de papéis

És um jovem adolecente
Eu também
Mas a minha seriedade
Meu emocional
Parece não bater mais com suas ideias
Que nunca baterma com as minhas

Senti tua falta, não nego
Mas és tão diferente
Cadê o respeito
A admiração que eu tinha por ti?
Mostre-me

Agora que sou uma artista
Agora que você mudou
Quando perceber minhas ideias
Ainda sera meu amigo?

Tudo só mostra que sou Amorfa
Metamorfose em transição
você também é agora
Me de sua mão
Quero mostrar a poesia da mudança
Minhas Memorias Amorfas

domingo, fevereiro 21, 2010

Tesouro Oculto

O Tesouro que achara
Guarde-o com carinho
Pois esse tesouro
É muito mais que ouro
É muito mais que brilho

O Tesouro que achara
É uma capsula do passado
Um pedaço do amor que lá deixei
Invejo tanto teu tesouro
Quero ele pra mim também

Trazido de uma época distante
Onde reinava os loucos que cultuamos
Quero ouvir seus xiados, seus ruidos
As canções ancestrais que restaram

Invejo tanto seu tesouro
Quero ele pra mim também
Tão valioso seu tesouro
Espero que o guarde muito bem

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Kombi Voadora

Venha comigo
Vem, meu amigo
Junte-se a mim nesse passeio
Vamos dar uma volta
Pelo Bosque do Rock
Você vai se encantar
Quando as arvores, tão silenciosas
Começarem a cantar, encantar
Venha comigo
Vamos ver os Pedras Rolantes a dançar
Com asas graciosas e uma cintura fina
A Grande Boca também ira lhe tragar
Monte em suas costas
Com ele vamos voar
Na lagoa de glitter
Juntos iremos nadar
Admire suas asas
E deixe ele nos guiar
Pelo Bosque Magico
Juntos, a caminhar
Na minha Kombi Voadora
Os coloridos Hippies
Nós iremos visitar
Pelas minhas calças boca de sino
Coloridas como a cortina da sua avó
Pelo arco-iris de dez mil cores
Iremos escorregar
Pelo Bosque do Rock
Em minha Kombi Voadora iremos viajar
Enquanto com a Grande Boca
Irei fazer amor, em pleno ar
A sua alma colorida
Com meu canudo dobravel
Eu também irei tragar
Seus cabelos longos
Com minhas mãos vou acariciar
E meu cigarro de ervas finas
Você ficara louco ao tragar!
Pelo Bosque do Rock
Em minha Kombi Voadora
Vamos lá morar

Doentes - Não Estou Mais Aqui II

Não escuto o que você diz
Não entendo suas palavras
Estou num estado permanente
De enbriaguez
Não me deixe ficar sobria,
Esse mundo é muito confuso pra mim
Fico perdida em meu proprio bosque
É assim que quero ficar
Alucinações de LSD
Tomam conta de minha mente, meus olhos
Só assim vejo a verdade
Que me seguro em um pilar imaginario
Chamado de Loucura
Vejo grandes borboletos coloridos
Me levando pra longe, pra Londres
Oh, eles são a imagem da Grande Boca que me traga
São tão lindos, e me levam pra longe daqui
Eu não entendo a linguagem que você fala
Você não entende que é tão louco quanto eu
Nesse mundo de Doentes
Eu novamente
Não estou mais Aqui!

Não Estou Mais Aqui

Eu não estou mais aqui
Meus pensamentos são distantes demais
Para esse pequeno lugar
Meu corpo antes esteve aqui
Agora não esta mais
Eu não pertenço a esse lugar
Não pertenço a essa era

Sou uma estranha vagando por um lugar
Isso tudo é muito confuso pra mim
Eu não sou desse tempo
Me leve devolta pro passado
Não quero estar nesse mundo de loucos
No meu tempo, a loucura era menos lucida
Mais indolor, quero minhas drogas devolta
Me leve devolta pra 67', lá é meu lugar
Pra arranhas as costas de um genio atormentado
E amar um muso que irá tragar minha vida
Me leve devolta pra 86', quero estar denovo lá
Deixar a Besta pisotear-me com seu ego
E estar com aquele formoso loiro dos olhos azuis
Por uma unica noite

Minhas ideias, não se encaixam nesse tempo
Onde tudo regride, elas são avançadas demais
Elas e eu, pertencemos a um passado distante
Queremos voltar pra lá, me mande numa capsula
Quero estar em meio aos meus musos e genios
Aos reis do Rock
É de lá que eu vim

Eu sou uma estranha sem lar, nessa epoca caotica
Eu esmurro as paredes, e por dentro grito
Num tom de voz rasgada, que me leva a cantar
As antigas canções
Então me leve devolta pra lá
Vamos dançar ao som de um Appetite for Destruction
Ou de um Afthermath
Eu nunca pertencia a esse lugar
Minhas ideias estão distantes em outra era
Eu agora estou em 62', Londres
85', L.A.
Eu não sou daqui
Não Estou Aqui!

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

O Amor que Tu me Deras

Os poemas que te dei
Nenhum você guardou
O amor que eu te dei
Era uma flor
Você quase a matou
Você me apertou
O amor que você me deu
Era um espinho de cacto
A me perfurar
Tudo que você me conta
Em tudo acredito
Aquilo que você faz e pensa
Não vejo atravez do vidro
Olho na janela, não vejo você
Mas sei que esta alí
Me olho no espelho
Vejo apenas a verdade insipida
Olha pro alto
O arco-iris incolor
Que você deixou pra mim
Olho pras memorias que restaram
Você se afastou de mim
O amor que eu te dei
Era uma flor, que ainda não murchou
O amor que você me deu
Se misturou com seu rancor
O amor que eu te dei,
Era muito e não se acabou
O anel que eu te trouxe,
Diamantes você quebrou
O amor que você me deu
Era espinho venenoso
E com carinho guardei
Como se fosse uma linda flor

E por isso, meu querido
Entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito
Me de a mão, não vá embora!

Muso Estranho

Não tema, não se reprima
Por baixo do cabelo, não esconda seu rosto
Com tuas vestes coloridas
Não esconda seu corpo
teus olhos azuis, tua boca grande
Teu corpo esbelto, tua beleza
Não tema, não se reprima
Não se esconda, apenas se inspira
Tua voz de veludo, tua dança
Tão estranha, encantadora
Nada faz sentido, não devia fazer
Apenas canta, dança, se exibe com seus labios
Não se esconda, não se reprima
Vá, com suas canções, se exibe
E me inspira
Meu Muso Estranho

Rei Venenoso

"Não me importa!" Exclamou
O boemio teimoso
Eis que o chamam
O Rei Venenoso
Ele não tem medo, é o que dizem
Sem arrependimento
Leva a vida
Como sopra o vento
Intoxicante
Com sua espada de seis cordas
Não está sentindo nada agora
Embriagado, sempre
E mesmo assim reluzente
Tantos venenos, todas as toxinas
Ele tomou, junto a sua bebida
Não teme a morte
Não se importa com nada
Rei Venenoso
Eis que surge, todo pomposo
Por que não conta seus segredos
Tuas fraquezas, teus desejos?
Sei que também sente, apenas nega
Anestesiado pela vida, e tudo que leva
Tuas canções, de angustia e amor
Tuas poesias, rebelde cheio de dor
A idade tanto te consome
Mas só por fora
Por dentro não muda, na sua alma
E sua memoria
Ainda é jovem, e tem muito pra viver

A Roda

A roda que gira
A roda que vai
A roda que vem
A roda que cai
A roda quadrada
A roda torta
A roda que vira
A maçaneta da porta
A roda num giro
De todas palavras
Que não fizeram sentido

Principe Loiro

Principe Loiro
Teu legado é de ouro
Toca tua guitarra,
Teu piano, citara e gaita
E tudo aquilo que sabe tocar

Principe Loiro
Tua mente brilhante
Não reconhecem o genio que é
Mas sei o que vejo em você

Principe Loiro
Você é tão teimoso
Arrogante e raivoso
Quer mandar em tudo
Mas não escutam você

Meu Principe Loiro
Me liga no meio da noite
Me chora teus tormentos
Fora tão imaturo
E não gostaram disso

Foi tragado pela Grande Boca
Quando não encontrou abrigo
Na tempestade esmoreceu
Foi tonto e arrogante
Meu muso brilhante
Foi tão arrogante
Que teu legado brilhante
Na tempestade cedeu

Tragado no vicio
Uma discussão desnecessaria
Meu Principe Loiro
Na piscina de sua casa
Morto, afogado
Frio, assassinado
Na tempestade de sua mente
Você esmoreceu

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

O Muso

Tua boca grande, teus labios grossos,
Teus olhos definidos, azuis profundo cor do mar.
Teu corpo magro, definido, esguio e flexivel
Como se fosse projetado pra amar
Teu rosto perfeito, teus traços diferentes e belos
Tão sedutor
Me derrete e me remolda como lhe convem
Muso dos Musos, tão inspirador
Com tua dança, tua voz
Para seduzir, fazer tremer a mais dura mulher
Teus encantos que me acertaram encheio
És como o doce sonho de uma adolecente
Um principe encantado reluzente
Tem tudo aquilo que me atrai
Me seduz, me distrai
Como se tivesse nascido pra me fazer sonhar
Por que não vem, e arranca de meu peito
O coração jovem que você tanto aperta, sem mesmo saber
Me mata de paixão, me enche de desejo
Me mata, me assassina, só de existir
Pois foi feito, tão belo, tão perfeito,
Como pode, homem humano, não me mostrar um defeito?
Fora feito pra amar loucamente
Pra encantar e seduzir
Obra tão profana, como pode ser belo e perfeito?
Por que me encanta com teu corpo?
Muso dos Musos, deixa pasma a beleza,
Fora feito pras mulheres, pra terem uma visão de perfeição
Para poderem se derreter, poderem sonhar com liberdade
E mesmo longe de mim
Por que vive a me machucar?