Oia a criatura fazendo bicão...

terça-feira, agosto 31, 2010

Quando eu Quis

Quando eu tentei escrever uma canção
Queria a canção perfeita
Quando cheguei a perfeição
Vi que ela era feia

Quando eu me exilei
Queria ver dentro de mim
Mas não tem nada pra ver
Por que sou vazia assim

Quando eu tentei me encontrar
Encontrei um mapa
Quando o mapa foi me guiar
Não me levou a nada

Viver um Pouco Menos

O que dizer quando
Não se tem nenhum vicio?
Mas gosto de sentir algo
Que vá me fazer viver menos
E se eu quiser ficar triste
Não se chateie

Por que não iria ter graça
Se não fizece viver um pouco menos
Então não pense mal de mim
Se eu quiser me sentir mal
Não se chateie

Se eu morrer, será que você choraria?
Eu iria ver gente chorar
Se eu viver um pouco menos
É para os fracos se suicidar
não estou querendo me matar
Não se chateie

tudo isso faz o sol brilhar forte
E faz a lua ficar mais bonita
tudo fica lindo quando tudo está mal
Quando tudo faz viver, um pouco menos

O Preço das Cores

Todas as lindas cores que lá eu quis
Todas lá estão
E você vê o preço delas
Todas as lindas palavras
Que preciso pra um poema
Você sabe o preço delas

Por que tudo que se pega
Aqui tem que se pagar
Eu as vezes tenho que me quebrar
Pra bancar a proxima canção que irei cantar

Para seu arranjo, azul, verde e vermelho
Com um borboleto bem no meio
Vai ter que pagar comigo o preço
Pois em todas essas cores
Pendurei minha alma

Penhorei meu amor, vendi minha razão
Pra dar as minhas palavras, um pouco de emoção
E eu devo agradecer por cada pedaço
Das cores que roubei

quinta-feira, agosto 26, 2010

Way to Love Road

Já amou alguém como eu amei?
Meu amor, é todo seu, só seu
Enquanto quiser o ter
É algo dificil de achar, meu bem
Mas é dificil de perder
Enquanto você lembrar que eu existo
Comigo, eu sempre o terei

Meu amor, é como a materia
Que nuca se perde, mesmo quando consumida
Continua lá, onde você possa encontrar
Nunca quis ter um amor como o meu?
É pra você que meu amor eu vou dar

Você já amou, amou como ninguém?
Se não amou, venha amar também
Se quiser ele pra toda eternidade
Pra eternidade vai ter
Por que só quem se conhece
Sabe como isso vai ser

sexta-feira, julho 23, 2010

Tão Bem

Apenas andando
Dando voltas por aí
Conversando
Mas ainda sim, me sinto tão bem

Não há muito o que fazer
Se o tempo é curto
Apenas acompanhando
Não sei porque, me sinto tão bem

Se você puder ter uma tarde
Com uma boa companhia
Não seria uma tarde perdida
Por que com ele
Me sinto tão bem

Me abraçe denovo
Encha meu copo
Não chore, quando eu tiver que ir
Por que só aqui olhando
Só aqui conversando
E você me faz sentir tão bem

Nada pra fazer
Só não quero ir embora
Só quero ficar mais um pouco
E não sei como
Você me faz sentir tão bem

quarta-feira, julho 21, 2010

Dancin' Dancin'

Não sei, não dizer
De onde vierem, o que vem a ser
O que são eles? O que são eles?
Quem são eles? De onde vieram?
Por que meus pés deslizam pelo chão?
Por que meus quadris sacodem
E sinto vontade de requebrar?
O que botaram na minha bebida?
Quem são esses caras
E o que eles vieram fazer?

Não sei definir, não sei definir
Não sei pensar enquanto minhas curvas remexem
Junto as dele, vamos rebolar
Não sei dizer o que sinto
Não sei o que mais vai rolar

Dancin' Dancin' all over me
Seguir o ritimo dançante, é tudo que sei
Eles dançam, dançam
A noite inteira
Rock n' Roll, baby
Até o sol nascer!

Não sei quem são, o que vem a ser
De onde vieram, eu não sei dizer
Mas eles rebolam, remexem
Eles me chamaram pra dançar
Baby, eles requebram gostoso
Me chamaram pra dançar
Querem dançar comigo
Até o amanhecer

terça-feira, julho 20, 2010

Boneca de Porcelana

Boneca de Porcelana
Bela e delicada
Boneca de Porcelana
Tem que saber como trata-la
Se quebra facil toda fragil
Com cuidado se deve pegar
Boneca de Porcelana
Tome cuidado para não quebrar

Menina linda e delicada
Pegue con cuidado
Trate com carinho
Nas suas mãos ela pode se quebrar
Pois ele é uma delicada
Boneca de Porcelana

sábado, julho 17, 2010

I Won't Let You Go

Baby, te amo demais pra deixar fugir
Escapar entre meus dedos
Não ligo de me jogar no chão
De chorar e implorar
Se isso fizer você me perdoar
I Won't Let You Go

Se eu me jogar aos seus pés
Se eu dormir na sua porta
Abrir mão de tudo que cultivo
Eu sei que odeia isso
But I Won't Let You Go

Eu tenho um grande amor
E você sabe, que fica cada vez maior
Eu posso fazer qualquer coisa
E me submeter a isso
Eu posso te seguir aonde você for
Mas, baby
I Won't Let You Go

Por favor não me deixe
Don't You Go

quarta-feira, junho 23, 2010

Sonho Bizarre

Esse é um poema, sobre um sonho que uma vez eu tive
Um amigo me contou tudo que aconteceu
A morte de Jones
Como foi ela
E quem matou
O assassino era meu proprio muso
O que então me abalou
Não conseguia ve-lo dessa forma
Minha mente então rejeitou
Mas uma noite, a não muito tempo
Eis que o sonho me pegou
Ele que tentou me silenciar
Mas peguei-o e o joguei no chão
Fragilizado pela idade
Eis que veio a maldade
Arranquei lhe o olho
Fiz ele engolir
Não sei como consegui dormir
Sua lingua foi arrancada
Ossos quebrados um a um
Pisei-lhe o estomago
Suas tripas espalhadas pelo chão
Meu amigo ao lado rindo
Com o rancor de um assasino
Acordei aterrorizada na escuridão

Não sabia mais, se era bom ou mal
Senti uma sensação tão desigual
Torturei e matei meu muso
A sangue frio, que abuso
Não sei o que me deu
Pra matar em sonho
Um querido muso meu
Se bem que mereceu

Assassino

Uma noite, em meu sonho você me carregou nos braços
Me chamou de seu amor, me carregou pelo campo de flores

Em outra noite
Assassino! Desgraçado!
Eis aqui, um cruel bastardo
Caido no chão, esfolado
Queimado, quebrado, paralitico
Com suas tripas saindo pra fora
Rimos de você
Oh, meu muso
Jogado no chão
Ferido, caolho, humilhado
Numa noite dançamos embaixo de uma caichoeira
Na outra, descoberto seu segredo
Dançamos eu e um amigo
Sobre seu cadaver
Meu muso empestiado
Assassino desgraçado
No chão despedaçado
Ainda amo você

Mesmo sendo um assassino covarde
Que matou seu companheiro
Você ainda me inspira pra fazer poemas
Te esfaquearei mais um verso
Esconconderei seu corpo em meu banheiro

domingo, maio 30, 2010

Des que tenho meu Amor

Des que tenho meu amor
Não sei mais poetizar
Só poetizo meu amor
Des que tenho meu amor
Nenhum mais é lindo
Nenhum mais me deixa feliz
Nem meus rockeiros tem mais graça
Des que tenho meu amor
Não penso em mais ninguém
Nem em mais nada
Se desenho, desenho pro meu amor
Se faço um poema, é para meu amor
Se canto, canto o que sinto pelo meu amado
Só sei falar de amor
Des que tenho meu amor
Meus poemas ficaram melosos
Melados como o mel
Que cobriu meu coração
Des que amo aquele homem
Deixei tudo mais que queria
Não quero mais lamborghinis e anéis de ouro
Nem bocas grantes a me morder
Não quero mais o que o mundo me oferece
Só quero estar junto do meu amor
Se não falo com ele
Choro sozinha no quarto
E tudo que faço é pro meu amor
Se fico alegre, se fico triste
Tudo depende do seu humor
Por que tudo o que penso e sinto
Só depende do meu amor
Nada mais tem graça perto dele
Nem o mais lindo
Meus olhos só se viram para ver o meu amor

segunda-feira, maio 17, 2010

Sinceridade

Baby, não se sinta mal
Tentarei te deixar feliz,
Enquanto puder
Meu antigo amor me fazia chorar 3 vezes ao dia
Então pode saber que você é bem melhor
Poderá fazer isso também se quiser
Continuarei a te amar
É isso que faço

Já gostei de quem me odiava
Já gostei de quem fingia gostar de mim
Já gostaram de mim, e não correspondi
Mas ao menos deixei a pobre alma chorar comigo

Já passei raiva
Já fiz os outros passarem
Já fui usada
Já fiz alguém ter um infarto
Mas se você me ama
Pode ter certeza
Que eu amo de verdade

sábado, maio 15, 2010

Motivo de outra Poesia

Me sinto estranha
1 da manhã
Fome, sono, Doors, delirios de poeta
Não se preocupe, isso quer dizer, que te amo
Nem eu sei o que estou pensando
Então diga algo, pois quero passar meu tempo
Com você
E isso quer dizer, eu te amo

Não se preocupe com minhas loucuras
Você tem as suas
Não se preocupe com meu cansaço
Isso é só minha mente dizendo
Eu te amo

Isso tudo é estranho
Eu sei, eu sei
Não ligue para o que digo
Ou o que eu possa estar fazendo
Se sou estática, digo coisas sem sentido
Se não faço sentido
São as palavras embaralhadas dizendo
Eu te amo

Outro poema meloso pra dizer algo que você já sabe
Talvez seja minhas viagens de anti-matéria
Nada deve fazer sentido
Só assim se entende o que estou dizendo
Entendes o que digo?
Bem... Apenas disse pra borboleta lhe entregar esse poema
Sabe por que eu escrevo poemas?
Por que eu te amo

quinta-feira, abril 29, 2010

A Verdadeira Historia do Rock

Era uma vez... Um menino tristonho, franzino, com uma enorme boca, chamado Michael, ele vivia numa terra muito distante onde tudo era triste, caotico e cinzento, onde todos viviam num triste silencio, sem nada para os animar.
Num dia nublado , Michael decidiu ir caminhar no bosque das Flores Murchas, procurando algo para fazer.
Havia uma antiga lenda de que no bosque, em um tempo distante, houvera alegria e cores, vindas de antigas musicas dançantes de fadas e duendes, mas ninguém acreditava em tal lenda, julgando-a absurda.
Michael, ainda jovem e inocente, era o unico que acreditava que essa historia poderia ser real, então decidiu adentrar as partes mais distantes e desconhecidas do bosque.
Ao caminhar pela mata densa e escura, ele vigiava tudo ao redor, e ao desviar os olhos, ele acabou tropeçando em uma raiz de arvore a qual não enchergara.
Ao cair, ele olhou a sua frente e se deparou com uma estranha flor, que era completamente diferente das outras, ao invez de murcha e cinzenta, ela era colorida, brilhante e cheia de vida!
Michael ficou então curioso, pegou a flor, e decidiu cheira-la.
Mas ao fazer isso, um pó se desprendeu da flor, então começou a levantar-se uma nuvem dela, que era na verdade purpurina mágica, que envolveu Michael se prendendo a ele.
Em meio a nuvem, o garoto começou a ver varias cores, sentir varias sensações, e derrepende começou a escutar estranhos sons, esses eram as canções antigas de que falavam.
Essas canções foram feitas por seres magicos do bosque, e se chamavam Rhythm and Blues.
Quando a nuvem de purpurina baixou, Michael estava completamente coberto por ela, e impregnado das cores do pó magico, e completamente contagiado pelas canções ancestrais, ele se levantou em meio aquela purpurina como um novo ser.
O garoto magro e estranho, se tornou um ser mistico de beleza, graça e exuberancia inigualavel, ele então criou asas e aprendeu a voar, se transformando em um "Borboleto".
Ele então criou poderes magicos, quando as cores da purpurina se misturaram com o som do Blues, ele ganhou uma voz melodiosa e bela, que não se comparava a nada, e então começou a cantar em um ritimo diferente, um blues colorido que ganhou o nome de Rock n' Roll.

Michael havia se transformado então, no grande elfo Borboleto do Rock, e se chamava agora Mick Jagger, um ser poderoso o qual as varias cores aviam se impregnado em sua aparencia e seu espirito, o tornando belo e colorido.
Logo que Mick Jagger despertou em meio ao bosque, surgiram outras criaturas, nascidos da terra e das rochas, um deles, um hermitão chamado Keith Richards carregava um instrumento com 6 cordas em um braço alongado, que fazia um som poderoso e cheio de vida, o outro, um elfo chamado Brian Jones, levava além das 6 cordas, uma grande inteligencia para tocar varios outros instrumentos exoticos e diferentes, o 3°, um duende chamado Bill Wylman, possuia um instrumento com um braço mais longo e apenas 4 cordas em si, que fazia um som profundo e penetrante, o ultimo, o gnomo elétrico Charlie Watts, levava um bumbo, tambores e batuques que tavam uma batida contagiante e animada.
Os 4 se juntaram ao recem-chegado Mick, e formaram um grupo, que pelas origens dos seres, ganhou o nome de Pedras Rolantes.
E eles eram seres misticos que andavam e voavam por todo o bosque, tocando seus instrumentos, e Mick cantava canções com sua maravilhosa voz, e dançava alegre e graciosamente, de forma que por todo lugar que passavam com sua musica e suas danças, tudo ficava colorido, alegre e pacifico.

E todos aqueles que passavam pelo bosque agora chamado de Bosque do Rock, se tornavam seres cheios de cores misturadas, pacificos, cheios de amor e felicidade, chamados Hippies, e seguiam Mick Jagger e os Pedras Rolantes por todo o bosque encantado do Rock, espalhando purpurina e alegrando tudo pelo caminho junto aos seres misticos.

quarta-feira, abril 28, 2010

Transição de Mundos

Os sonhos confusos em minha mente
Parecem mais viaveis que a realidade
Quando se dissipam em vapor
Só sobra o vazio
Quando acordo, não sei onde estou
Não me lembro do que aconteceu
A realidade é abstrata e confusa
Deixe-me em meu proprio mundo
Lá eu entendo o que acontece
E cada porque
Não lembro meu nome, nem que dia é hoje
Só vejo um clarão, onde estou?
Demora alguns minutos para voltar a sí
E outro dia tentando se acostumar com a realidade fixa
Na transição diaria de mundos

Paradoxo Octagonal

As cachorras que se espelham na sombra
E as girafas que balançam suavemente na escuridão
Como o prato afetado
O embrião do ferro acidentado
Lançado nessa paixão
O silencio de suas meias
Queimando em brasa minha habilitação
Oh, bela Matilda!
No cordão umbilical da madrugada, pergunto
Onde comeram minhas velas?
As tripas responderam em vão,
disse
Que assim seja tal acensão
Das pastilhas que corromperam meu amado
O cogumelo doce disse ao pato
Eis que afogado, só que mais Brian Jones!
O loiro esfaqueou-se na montanha
E por lá não morreu
As pedras que conduzem as veias
Nas tigelas estão
Pegue a vassoura e mofe como se não houvesse amanhã!

quinta-feira, abril 22, 2010

Melodia do Vento

Nessa rua faz silêncio
Ouço os sinos do vento
No 2° andar do predio
Do outro lado da rua
Ouço os passos lentos
De quem vem caminhando
Ouço a voz baixa dos passantes
E as folhas arrastando ao chão
Ouço o vento sussurrante
Pois quando a rua está em silêncio
O vento toca pra mim
Sua melodia

domingo, março 28, 2010

Bailarino do Fogo

Não sei quem é o rapaz
Que pensa estar na passarela
Quem é ele? Quem é ele?
É a mais bela donzela
Ele dança em seu som
Enquanto o fogo varre a cidade
Ele não tem rumo, não tem lar
Só tem vaidade

O fogo e a guerra varrem a rua
Ele dança na avenida
Gracioso como uma pluma
De longe não se sabe se é ele ou ela
Ele é uma linda dama
A rodopiar na labareda

Ninguém lhe deu abrigo
Ele é um andarilho a vagar
Como pode ser tão bela bailarina?
Em meio a guerra, vem bailar
Rodopiando na avenida destruida
Ele é a mais bela dama a dançar
a bailarina da brasa ardente
Na foligem vem dançar
Dançe, dance, tão gracioso
Logo volta a vagar

sexta-feira, março 26, 2010

Uma Tarde Fria de Julho

Contando as horas, contando os dias
Quando é que vou te encontrar?
Quando eu chegar na capital, baby
Vai ser o melhor dia das nossas vidas

Aqui é tudo tão parado
Me sinto tão sozinha nessa multidão
Nunca acho o que preciso
não quer dar um jeito
Na minha solidão?

Quando estivermos juntos
We gonna rock this town
Baby, me faça em pedaços
Eu iria adorar!

Desfilando pela avenida
Nunca me senti tão bem
Ao seu lado, baby
Não poderia estar melhor
Numa tarde de Julho em São Paulo

No final da tarde
Não há lugar melhor
Famos fazer tanta coisa
Aque até o Diabo vai ficar com inveja
O anoitecer frio nunca foi tão quente pra mim
Faça em pedaços essa garotinha, baby
Ela vai adorar!

A noite fria, no porão
As cores de seus quadros me esquentam
Um copo de vinho cairia bem
Você faz valer toda a viagem
Nessa noite fria
dessa vez, tenho uma bela compania
Pra me esquentar
No melhor dia da minha vida
Numa noite fria de Julho

Nunca tive nada parecido
Como pode ser tão boa sua compania?
E tudo fica colorido belico
Então me perco em um românce
Num porão em São Paulo
Na mais quente noite fria
em toda minha vida

Obrigada pela noite e tudo mais
Nunca me senti tão viva
A proxima parada pra nós
você já sabe onde é
Mas antes espero te encontrar denovo
Talvez numa noite quente em Dezembro!

terça-feira, março 16, 2010

Deixe no Lugar

Me encolho num canto e passo mal
Enquanto você me diz algo suave
Se falo besteira, me sinto mal
E espero esquecer disso

Antes de dormir, peço pra sonhar
Sonhar com o doce rockeiro que me leve
Mas você atropela meus pensamentos confusos
Com suas rodas aro 25'

E eu estava sonhando com um doce passeio
Por um campo de margaridas
Quando enfim achei que encontraria a cura de meu anseio
Você vem e esfaqueia minha mente
Me acorda bruscamente,
Me molha com sua bebida

Eu disse, querido, leve tudo o que quiser
Tudo que pode carregar, tudo que puder
Leve meu dinheiro, minhas coisas, nas suas costas
Leve meu corpo pra onde quiser
Disse, leve tudo que tenho, tudo que pode
Mas não leve minha mente, querido
Deixe minha cabeça no lugar
Levei dois anos da minha curta e vivida vida
Pra ageitar tudo em minha mente
Deixe minha cabeça no lugar

Você nunca quis me tirar mais que umas cascas
De um lampejo de amizade
Você gostaria que eu fosse na sua casa
Mas não sabia se ia me apegar
Eu disse, não leve minha cabeça embora
deixe minha mente no lugar
Pra arrumar tudo, demora mais que horas
Leva uma vida pra ageitar

Eu disse, não mecha comigo, querido
Leve meus braços, leve minhas pernas
Por favor, deixe meu pensamento onde está
Você me atropelou com seu aro 25'
Da minha cabeça,
Não consigo mais te tirar
Não perturbe minha sensibilidade
Leve de mim o pedaço que quiser
Eu peço pra você levar
Só peço, leve meu corpo
Mas deixe o resto onde está

quarta-feira, março 10, 2010

Papai Levou Embora (Minha Mercedes Benz)

Eu tinha um lindo galo
Que cantava na minha janela
Papai levou ele embora
Acabou numa panela
Por que, Papai?
Sinto tanto a falta dele
Por que levou embora
Meu galo de estimação?

Eu tinha uma cadela
Bagunçava a casa toda
Papai levou ela pra fazenda
Nunca mais vi minha cadela
Por que, Papai?
Queria ela de volta
Por que levou ela?

Eu tinha uma gatinha
Tão linda, listradinha
Um dia ela fujiu
Por que, Papai?
Por que ela sumiu?

Eu tinha uma Mercedes Benz
Tods na escola comentavam
Adorava tanto andar nela
Com inveja, todos ficavam
Uma dia Papai levou embora
colocou ela pra vender
Aí já foi sacanagem
Papai vendeu, deu embora
Minha Mercedes Benz
Por que Papai?
Não podemos ficar com ela?
Sinto tanta falta da minha Mercedes Benz

Não durmo mais a noite
Levaram embora meu lindo galo
Minha gata, minha cadela
Mas a Mercedes, foi sacanagem
Por que teve que vender ela?
Por que, Papai?
Por que minha Mercedes Benz?
Tras ela de volta, Papai
Eu gostava dela também

Casaco Perfumado

Eu nem gosto dele
É apenas outro garoto bonito
Que passou por lá
Eu quase nem o conheço
Só o conheço pelo cheiro
O perfume forte
Que ainda está no meu casaco

Santa Adolecencia

Numa ida e vinda tão louca
Os dias são curtos, os anos são longos
Os anos são longos, os dias são curtos
Já não sei o que estou sentindo
Se vejo o tempo passar

3 da madrugada,
Acordo com aquela sensação
Eu adoraria mesmo
É uma noite regada a conhaque
No porão de um pintor
Seria ótimo passar a noite lá
Que bela compania

8 da manhã,
Dia normal na escola
Um lindo garoto, alto, magro
Me pega no colo, sai a me carregar
No meio da aula de Religião
Com aquele perfume barato
Confesso, gostei da sensação

Por que tudo é muito louco
Nessa fase louca em que estou a caminhar
Hormonios, pensamentos
Já não sei me controlar

Chego meio largada
Com os cabelos bagunçados,
Na minha sala de aula
Não saber o certo, o errado
Mas sei com o que vou concordar

Quero mesmo é me casar
Com o filho de uma famosa
Ele me expulsaria de casa
Não olharia mais na minha cara
Pois naquela hora, não duvido nada
que o nome do pai dele, eu irei gritar

Dois vislumbres venenosos
Que dançam em minha mente
Imploro que não vão embora,
Quero curtir essa noite com eles
Tão belos e formosos
Com um rock dançante,
Não saem da minha cabeça

Por que tudo sempre é louco
Já não bato bem da cabeça
Meus delirios e sonhos
Num martini brilhante
Com meus hormonios vou beber
No porão de algum pintor
Ou com aquele lindo mulato
Poderia ser com um dos vislumbres
Aquela boca, que adoraria beijar

Pois nada mais parece são
Nada nunca foi normal
Agora tudo, é até mais claro
Na minha nada santa
Nem um pouco santa
Santa Adolecencia

domingo, março 07, 2010

Arte & Amor

Eu amo mniha loucura
Amo minha exentricidade
Mas você não entende
As minhas necessidades

Você me ama
Te amo também
Mas se me quer
Me quer ao seu lado
Você está fazendo isso tudo errado
Não me ame, ame o que amo
Só assim me conquistaria

Quer ir comigo
Mas não sabe pra onde vou
Você não entende
Do que é feito minha mente
Minha paixão é o Rock n' Roll

A minha arte, minha loucura
toda exentricidade
É tudo que tenho para mim
Se não sente o que eu sinto por eles
Sinto muito,
Não pode sentir isso por mim

Me falou tudo
Mas não disse nada
Isso me deu uma conclusão
Não é do meu estilo, da minha parada
Não seguimos na mesma direção

Não estou criticando
Ou dizendo que quero que seja assim
Não dividimos os mesmos pensamentos
Mas sei o que pensa
Sobre mim

Se não entende o que digo
Se não entende o que quero
Não raciocina comigo
Não leva a vida como eu levo

Só digo que não me ame
Ame o que eu amo
Só assim poderá sentir isso por mim
Não quero que seja como eu sou
Apenas que entenda
O que penso sobre mim

Entenda minha arte
Entre em meus delirios
As minhas ideias, não são bobagem
Mas sei que você não pensa assim

Apenas entenda o que eu amo
Entenda o que eu prezo
Saiba pelo que luto
Quando entender por que minha vida
Gira entorno de um mundo bizarro
Só então, poderá sentir isso por mim

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Memorias Amorfas

Um cheiro adocicado no ar
Um gosto agridoce em minha boca
Ao relembrar as memorias de tanto tempo
Ao ver um amigo que não esqueci

E é assim que o tempo mostra
Que pessoas mudam tão rapido
Tudo tão diferente
Inverção de papéis

És um jovem adolecente
Eu também
Mas a minha seriedade
Meu emocional
Parece não bater mais com suas ideias
Que nunca baterma com as minhas

Senti tua falta, não nego
Mas és tão diferente
Cadê o respeito
A admiração que eu tinha por ti?
Mostre-me

Agora que sou uma artista
Agora que você mudou
Quando perceber minhas ideias
Ainda sera meu amigo?

Tudo só mostra que sou Amorfa
Metamorfose em transição
você também é agora
Me de sua mão
Quero mostrar a poesia da mudança
Minhas Memorias Amorfas

domingo, fevereiro 21, 2010

Tesouro Oculto

O Tesouro que achara
Guarde-o com carinho
Pois esse tesouro
É muito mais que ouro
É muito mais que brilho

O Tesouro que achara
É uma capsula do passado
Um pedaço do amor que lá deixei
Invejo tanto teu tesouro
Quero ele pra mim também

Trazido de uma época distante
Onde reinava os loucos que cultuamos
Quero ouvir seus xiados, seus ruidos
As canções ancestrais que restaram

Invejo tanto seu tesouro
Quero ele pra mim também
Tão valioso seu tesouro
Espero que o guarde muito bem

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Kombi Voadora

Venha comigo
Vem, meu amigo
Junte-se a mim nesse passeio
Vamos dar uma volta
Pelo Bosque do Rock
Você vai se encantar
Quando as arvores, tão silenciosas
Começarem a cantar, encantar
Venha comigo
Vamos ver os Pedras Rolantes a dançar
Com asas graciosas e uma cintura fina
A Grande Boca também ira lhe tragar
Monte em suas costas
Com ele vamos voar
Na lagoa de glitter
Juntos iremos nadar
Admire suas asas
E deixe ele nos guiar
Pelo Bosque Magico
Juntos, a caminhar
Na minha Kombi Voadora
Os coloridos Hippies
Nós iremos visitar
Pelas minhas calças boca de sino
Coloridas como a cortina da sua avó
Pelo arco-iris de dez mil cores
Iremos escorregar
Pelo Bosque do Rock
Em minha Kombi Voadora iremos viajar
Enquanto com a Grande Boca
Irei fazer amor, em pleno ar
A sua alma colorida
Com meu canudo dobravel
Eu também irei tragar
Seus cabelos longos
Com minhas mãos vou acariciar
E meu cigarro de ervas finas
Você ficara louco ao tragar!
Pelo Bosque do Rock
Em minha Kombi Voadora
Vamos lá morar

Doentes - Não Estou Mais Aqui II

Não escuto o que você diz
Não entendo suas palavras
Estou num estado permanente
De enbriaguez
Não me deixe ficar sobria,
Esse mundo é muito confuso pra mim
Fico perdida em meu proprio bosque
É assim que quero ficar
Alucinações de LSD
Tomam conta de minha mente, meus olhos
Só assim vejo a verdade
Que me seguro em um pilar imaginario
Chamado de Loucura
Vejo grandes borboletos coloridos
Me levando pra longe, pra Londres
Oh, eles são a imagem da Grande Boca que me traga
São tão lindos, e me levam pra longe daqui
Eu não entendo a linguagem que você fala
Você não entende que é tão louco quanto eu
Nesse mundo de Doentes
Eu novamente
Não estou mais Aqui!

Não Estou Mais Aqui

Eu não estou mais aqui
Meus pensamentos são distantes demais
Para esse pequeno lugar
Meu corpo antes esteve aqui
Agora não esta mais
Eu não pertenço a esse lugar
Não pertenço a essa era

Sou uma estranha vagando por um lugar
Isso tudo é muito confuso pra mim
Eu não sou desse tempo
Me leve devolta pro passado
Não quero estar nesse mundo de loucos
No meu tempo, a loucura era menos lucida
Mais indolor, quero minhas drogas devolta
Me leve devolta pra 67', lá é meu lugar
Pra arranhas as costas de um genio atormentado
E amar um muso que irá tragar minha vida
Me leve devolta pra 86', quero estar denovo lá
Deixar a Besta pisotear-me com seu ego
E estar com aquele formoso loiro dos olhos azuis
Por uma unica noite

Minhas ideias, não se encaixam nesse tempo
Onde tudo regride, elas são avançadas demais
Elas e eu, pertencemos a um passado distante
Queremos voltar pra lá, me mande numa capsula
Quero estar em meio aos meus musos e genios
Aos reis do Rock
É de lá que eu vim

Eu sou uma estranha sem lar, nessa epoca caotica
Eu esmurro as paredes, e por dentro grito
Num tom de voz rasgada, que me leva a cantar
As antigas canções
Então me leve devolta pra lá
Vamos dançar ao som de um Appetite for Destruction
Ou de um Afthermath
Eu nunca pertencia a esse lugar
Minhas ideias estão distantes em outra era
Eu agora estou em 62', Londres
85', L.A.
Eu não sou daqui
Não Estou Aqui!

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

O Amor que Tu me Deras

Os poemas que te dei
Nenhum você guardou
O amor que eu te dei
Era uma flor
Você quase a matou
Você me apertou
O amor que você me deu
Era um espinho de cacto
A me perfurar
Tudo que você me conta
Em tudo acredito
Aquilo que você faz e pensa
Não vejo atravez do vidro
Olho na janela, não vejo você
Mas sei que esta alí
Me olho no espelho
Vejo apenas a verdade insipida
Olha pro alto
O arco-iris incolor
Que você deixou pra mim
Olho pras memorias que restaram
Você se afastou de mim
O amor que eu te dei
Era uma flor, que ainda não murchou
O amor que você me deu
Se misturou com seu rancor
O amor que eu te dei,
Era muito e não se acabou
O anel que eu te trouxe,
Diamantes você quebrou
O amor que você me deu
Era espinho venenoso
E com carinho guardei
Como se fosse uma linda flor

E por isso, meu querido
Entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito
Me de a mão, não vá embora!

Muso Estranho

Não tema, não se reprima
Por baixo do cabelo, não esconda seu rosto
Com tuas vestes coloridas
Não esconda seu corpo
teus olhos azuis, tua boca grande
Teu corpo esbelto, tua beleza
Não tema, não se reprima
Não se esconda, apenas se inspira
Tua voz de veludo, tua dança
Tão estranha, encantadora
Nada faz sentido, não devia fazer
Apenas canta, dança, se exibe com seus labios
Não se esconda, não se reprima
Vá, com suas canções, se exibe
E me inspira
Meu Muso Estranho

Rei Venenoso

"Não me importa!" Exclamou
O boemio teimoso
Eis que o chamam
O Rei Venenoso
Ele não tem medo, é o que dizem
Sem arrependimento
Leva a vida
Como sopra o vento
Intoxicante
Com sua espada de seis cordas
Não está sentindo nada agora
Embriagado, sempre
E mesmo assim reluzente
Tantos venenos, todas as toxinas
Ele tomou, junto a sua bebida
Não teme a morte
Não se importa com nada
Rei Venenoso
Eis que surge, todo pomposo
Por que não conta seus segredos
Tuas fraquezas, teus desejos?
Sei que também sente, apenas nega
Anestesiado pela vida, e tudo que leva
Tuas canções, de angustia e amor
Tuas poesias, rebelde cheio de dor
A idade tanto te consome
Mas só por fora
Por dentro não muda, na sua alma
E sua memoria
Ainda é jovem, e tem muito pra viver

A Roda

A roda que gira
A roda que vai
A roda que vem
A roda que cai
A roda quadrada
A roda torta
A roda que vira
A maçaneta da porta
A roda num giro
De todas palavras
Que não fizeram sentido

Principe Loiro

Principe Loiro
Teu legado é de ouro
Toca tua guitarra,
Teu piano, citara e gaita
E tudo aquilo que sabe tocar

Principe Loiro
Tua mente brilhante
Não reconhecem o genio que é
Mas sei o que vejo em você

Principe Loiro
Você é tão teimoso
Arrogante e raivoso
Quer mandar em tudo
Mas não escutam você

Meu Principe Loiro
Me liga no meio da noite
Me chora teus tormentos
Fora tão imaturo
E não gostaram disso

Foi tragado pela Grande Boca
Quando não encontrou abrigo
Na tempestade esmoreceu
Foi tonto e arrogante
Meu muso brilhante
Foi tão arrogante
Que teu legado brilhante
Na tempestade cedeu

Tragado no vicio
Uma discussão desnecessaria
Meu Principe Loiro
Na piscina de sua casa
Morto, afogado
Frio, assassinado
Na tempestade de sua mente
Você esmoreceu

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

O Muso

Tua boca grande, teus labios grossos,
Teus olhos definidos, azuis profundo cor do mar.
Teu corpo magro, definido, esguio e flexivel
Como se fosse projetado pra amar
Teu rosto perfeito, teus traços diferentes e belos
Tão sedutor
Me derrete e me remolda como lhe convem
Muso dos Musos, tão inspirador
Com tua dança, tua voz
Para seduzir, fazer tremer a mais dura mulher
Teus encantos que me acertaram encheio
És como o doce sonho de uma adolecente
Um principe encantado reluzente
Tem tudo aquilo que me atrai
Me seduz, me distrai
Como se tivesse nascido pra me fazer sonhar
Por que não vem, e arranca de meu peito
O coração jovem que você tanto aperta, sem mesmo saber
Me mata de paixão, me enche de desejo
Me mata, me assassina, só de existir
Pois foi feito, tão belo, tão perfeito,
Como pode, homem humano, não me mostrar um defeito?
Fora feito pra amar loucamente
Pra encantar e seduzir
Obra tão profana, como pode ser belo e perfeito?
Por que me encanta com teu corpo?
Muso dos Musos, deixa pasma a beleza,
Fora feito pras mulheres, pra terem uma visão de perfeição
Para poderem se derreter, poderem sonhar com liberdade
E mesmo longe de mim
Por que vive a me machucar?

sábado, janeiro 23, 2010

Delirios de Poeta

"Arranca de meu peito! Meu coração jovem que fora feito pra tanto amar!"

terça-feira, janeiro 05, 2010

Besouros e Pedras Rolantes

Uma obra de arte
Que nunca aprendi a gostar
Talvez se tivessem um pouco mais do blues
Ou o rebolado de seus
Digamos que meio irmãos
Ou talvez o rock n' fuckin' roll
O que aprendi a amar

Quem sabe se me animasse mais
Algo mais, quente, artistico?
São genios
Admiro
Mas não vejo nada

Diga seus argumentos
Não sou um deles
Sou uma Nomade
Uma pedra a rolar
Com os outros nomades
Sempre irei andar

Se me dessem um pouco mais
De algum sentimento estranho
Como a compania de uma sombra
Que anda comigo
E em meus sonhos

Se andassem em minha mente
Tirassem tudo da frente
Com o velho Blues
Como aquele bocudo fez
Quando por lá passou

Por que não quero ser um Besouro
Pedras Rolam encima deles
Sou uma Nomade
E não gosto daquela Batida
Por que não quero ser um Besouro
Pois as Pedras Rolam encima deles